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EUA: É difícil tirar o visto? Veja o que influencia

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Por Jéssyca de Souza Okom

Em 10 de agosto de 2026 às 20h01

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Imagem principal para o artigo EUA: É difícil tirar o visto? da Now Vistos

Entenda o que pode dificultar uma solicitação de visto americano, quais fatores entram na análise consular, quanto custa o processo e como se preparar melhor

A primeira coisa que você precisa saber sobre o visto americano

“É muito difícil ser aprovado no visto americano?”

Essa pergunta é frequente entre brasileiros que começam a planejar uma viagem aos Estados Unidos.

E existe uma resposta que pode parecer frustrante, mas é a mais correta:

não há como saber antecipadamente se determinada pessoa terá o visto aprovado.

A decisão é individual e cabe exclusivamente ao agente consular que realiza a entrevista.

Por isso, em vez de procurar uma fórmula de aprovação, o melhor caminho é entender como funciona o processo, quais fatores podem ser analisados e como se preparar adequadamente.

E essa diferença é enorme.

Uma boa preparação não garante o resultado, mas pode fazer toda a diferença para que o solicitante apresente suas informações de forma correta, coerente e verdadeira.

No final da página você terá links úteis, como: Ansiedade Antes da Entrevista do Visto Americano? Veja Como se Controlar, Quanto tempo posso ficar nos EUA com visto de turista brasileiro?, Visto americano vale por quanto tempo?, entre outros.

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O que torna o visto americano tão diferente?

Não existe uma “lista de documentos para aprovação”

É comum encontrar na internet listas dizendo que determinado documento “garante” o visto.

Mas isso não existe.

Documentos oficiais comprovando vínculos no Brasil podem ajudar quando forem solicitados e pertinentes ao caso, mas nenhum documento isolado garante a concessão do visto americano.

A análise considera o conjunto das circunstâncias do solicitante, incluindo sua situação pessoal, profissional, financeira, planos de viagem e vínculos em seu país.

Por isso, não adianta simplesmente montar uma pasta enorme de documentos.

Mais documentos não significam automaticamente mais chances.

O importante é saber quais informações realmente fazem sentido para a sua situação.

O perfil de cada pessoa é diferente

Imagine dois brasileiros:

  • um empresário que pretende viajar por 15 dias;

  • uma estudante que pretende passar duas semanas de férias.

Os dois podem estar solicitando um visto de turismo, mas suas realidades são completamente diferentes.

Por isso, não faz sentido copiar o processo de outra pessoa.

O que funcionou para um conhecido pode não ter nenhuma relação com o seu perfil. Por mais parecida que sua situação seja com a situação de outra pessoa, nunca será 100% igual, assim como a análise consular nunca será igual para 2 pessoas.

É muito difícil tirar o visto americano de turismo?

A dificuldade não pode ser medida apenas pela renda.

Um dos maiores mitos sobre o visto americano de turismo é acreditar que somente pessoas com salários altos conseguem a aprovação, ou pessoas que possuem imóvel próprio, ou até mesmo somente pessoas que já viajaram para outros países.

Não existe uma renda mínima que, sozinha, determine se uma pessoa terá ou não o visto concedido.

A situação financeira faz parte do contexto da análise, mas não é o único elemento considerado.

Por isso, uma pessoa com renda mais modesta pode apresentar uma situação coerente com uma viagem de turismo, enquanto alguém com renda elevada também pode ter sua solicitação recusada, pois outros fatores são analisados.

Ter dinheiro não garante o visto

Ter condições financeiras para custear a viagem é relevante.

Mas é importante entender:

dinheiro não é sinônimo de aprovação.

A capacidade financeira precisa estar inserida dentro da realidade do solicitante e ser compatível com as demais informações apresentadas.

O que mais reprova no visto americano?

Essa é uma das perguntas mais pesquisadas por quem está começando o processo.

E também uma das que mais geram informações equivocadas.

Não existe um único motivo responsável por todas as negativas.

Em alguns casos, a recusa pode estar relacionada à Seção 214(b), que pode significar intenção de imigração para determinados solicitantes de vistos de não imigrante.

Na prática, isso significa que o solicitante precisa demonstrar que sua intenção é compatível com o tipo de visto solicitado e com uma viagem temporária aos Estados Unidos.

Falta de demonstração de vínculos

Quando falamos em vínculos, não estamos falando apenas de:

  • carteira de trabalho assinada;

  • casa própria;

  • carro próprio;

  • conta bancária recheada.

Os vínculos podem envolver diferentes aspectos da vida do solicitante, como:

  • trabalho;

  • estudos;

  • residência;

  • família;

  • atividade profissional;

  • negócios;

  • responsabilidades;

  • relações sociais;

  • situação financeira;

  • outros elementos da vida no Brasil.

Cada pessoa possui uma realidade diferente.

Informações que não fazem sentido entre si

Outro ponto que merece atenção é a coerência das informações.

Imagine informar ao agente consular que você tem uma profissão no formulário DS-160 e apresentar uma realidade completamente diferente durante a entrevista.

Ou informar uma determinada finalidade de viagem que não combina com o restante da situação.

Essas inconsistências podem gerar dúvidas durante a análise.

É justamente por isso que o preenchimento do DS-160 merece tanta atenção.

Tentar “melhorar” o próprio perfil

Esse é um dos erros mais perigosos.

Não é recomendável inventar:

  • emprego;

  • renda;

  • patrimônio;

  • viagens;

  • profissão;

  • familiares;

  • motivos da viagem.

A estratégia correta é organizar a realidade, e não criar uma realidade.

Informações falsas ou declarações fraudulentas podem gerar consequências graves para futuras solicitações de visto e até mesmo consequências imediatas dependendo da gravidade do caso.

O que atrapalha tirar o visto americano?

Nem sempre o problema está em um único documento.

Às vezes, a dificuldade começa muito antes da entrevista.

  • Preencher o DS-160 no automático

O formulário DS-160 não deve ser encarado como uma "simples ficha cadastral".

Ele reúne informações importantes sobre o solicitante e faz parte do processo de solicitação. Ele é a base da análise consular, e sim, é um documento extremamente importante.

Por isso, antes de enviar o formulário, é importante revisar cuidadosamente:

  • seus dados pessoais;

  • suas informações profissionais;

  • seu histórico de viagens, caso haja;

  • as informações familiares;

  • o objetivo da viagem aos EUA;

  • as informações de contato nos EUA, se for o caso;

  • seu endereço;

  • seu histórico de estudos;

  • datas de nascimento;
  • demais respostas fornecidas.

Um erro aparentemente pequeno pode gerar dúvidas ou exigir correções.

  • Decorar respostas para a entrevista

Outra armadilha bastante comum:

“Vou decorar as respostas certas para conseguir o visto.”

Não existe resposta mágica e os agentes consulares detectam facilmente quando a pessoa tem tudo decorado, pois a conversa acaba não fluindo mais de uma forma natural.

Preparação é diferente de decorar um roteiro.

O solicitante deve conhecer sua própria situação e conseguir explicar, de maneira natural, o motivo da viagem e as informações apresentadas no processo.

  • Acreditar que quanto mais documentos, melhor

Esse é outro mito.

Levar uma pasta gigantesca de documentos não transforma automaticamente uma solicitação em uma solicitação perfeita.

Documentos devem ser utilizados de forma estratégica e coerente com a situação de cada pessoa.

Preciso ter uma viagem marcada para solicitar o visto americano?

Não.

Você não precisa (e não é recomendado) comprar passagens aéreas para iniciar a solicitação de um visto de turismo, por exemplo.

Não é recomendável assumir despesas não reembolsáveis antes de saber se o visto será ou não concedido.

O ideal é planejar a viagem sem confundir planejamento com garantia de aprovação.

Apenas compre suas passagens, reserve sua hospedagem e pague as demais despesas que precisam ser pagas antes do embarque quando estiver com o seu visto americano aprovado em mãos.

Imagem Assessoria-visto-americano
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Quanto custa para tirar o visto americano?

A taxa de solicitação para o visto B/B2 (Negócios e Turismo) ou B2 (Turismo), assim como alguns outros tipos de visto de não imigrante é de US$ 185 dólares por pessoa.

Essa é a taxa para a solicitação do visto, não para a aprovação do visto. Portanto não existe ressarcimento caso o visto seja negado ou haja desistência do processo.

Quem mora longe do local de atendimento também precisa considerar outras despesas, pois somente é possível fazer a solicitação do visto nos seguintes locais:

📍 São Paulo
📍 Brasília
📍 Rio de Janeiro
📍 Porto Alegre
📍 Recife

Quais outros gastos podem existir?

Dependendo da cidade onde você mora, podem surgir custos com:

  • passagem;

  • combustível;

  • hospedagem;

  • alimentação;

  • transporte local;

  • estacionamento;

  • deslocamentos entre locais de atendimento;

  • contratação de assessoria se o solicitante optar.

Por isso, é importante pensar no custo completo do processo, e não apenas na taxa consular.

Como tirar o visto americano sem transformar o processo em uma dor de cabeça?

Aqui entra uma mudança importante de mentalidade.

Em vez de perguntar:

“Qual é o segredo para ser aprovado?”

Procure fazer perguntas mais úteis:

“Meu formulário está correto?”

Revise todas as informações antes do envio no sistema. O próprio site oficial oferece uma revisão do documento inteiro, justamente para não haver erros. Portanto use essa revisão de uma forma completa e inteligente.

“Se me perguntarem sobre minha viagem, sei explicar?”

Você deve conhecer seu próprio planejamento. Qual o motivo da viagem, quantos dias pretende ficar nos EUA, o que quer conhecer, quem pagará a viagem...

“As informações que apresentei são verdadeiras?”

Se a resposta for não, é hora de corrigir antes de comparecer aos locais presencialmente.

“Minha situação está coerentemente apresentada?”

Esse é um dos pontos em que uma assessoria especializada pode ajudar.

Assessoria para visto americano: o que ela realmente pode fazer?

Uma boa assessoria para visto americano não decide o resultado do processo.

E isso precisa ficar muito claro.

A decisão pertence única e exclusivamente ao governo americano, por meio da análise consular.

O papel da assessoria é ajudar o solicitante com a parte burocrática, organizacional e preparatória.

Entre os serviços que uma assessoria pode oferecer estão:

  • preenchimento correto do formulário DS-160 baseado nas informações de cada solicitante;

  • conferência das informações fornecidas;

  • explicação das etapas do processo;

  • cadastro no sistema de agendamento;

  • emissão da taxa consular;

  • agendamento das etapas presenciais conforme a disponibilidade do solicitante;
  • orientação sobre documentação;

  • preparação para a entrevista;

  • esclarecimento de dúvidas;

  • identificação de possíveis inconsistências antes do envio.

Preparação não é promessa de aprovação.

Essa diferença é fundamental.

Uma empresa séria não deve vender a ideia de que consegue controlar uma decisão que pertence exclusivamente ao oficial consular.

Entrevista do visto americano: o que o solicitante precisa saber?

A entrevista é uma das etapas que mais causa ansiedade.

E não é difícil entender o motivo.

Muitas pessoas passam semanas preocupadas com perguntas que talvez nem sejam feitas.

O melhor caminho é outro.

  • Conheça as informações que você declarou

O solicitante precisa saber o que colocou no formulário DS-160 para que assim não hajam divergências no processo.

  • Responda de forma objetiva

Entrevista consular não é uma apresentação de trabalho.

Respostas claras e verdadeiras são mais importantes do que discursos longos.

  • Não tente representar um personagem

Não existe um “perfil perfeito” que possa ser decorado.

O melhor caminho é apresentar a realidade de forma verdadeira e coerente.

E se eu nunca viajei para os Estados Unidos?

Não há problema algum. Isso não significa que você não possa solicitar o visto.

Também não existe uma regra geral determinando que o brasileiro precisa ter viajado anteriormente para qualquer outro país.

O histórico de viagens internacionais pode fazer parte do contexto analisado e, em muitos casos pode ajudar a comprovar um "perfil de turista", mas não deve ser tratado como uma espécie de pontuação obrigatória.

Cada solicitação é individual.

E se eu estiver desempregado?

Estar desempregado não significa automaticamente que o visto será recusado.

Entretanto, a situação profissional faz parte do contexto do solicitante. Será um vínculo a menos no Brasil, porém existem outros a serem analisados.

O mais importante é declarar a realidade.

Não tente criar um emprego ou uma fonte de renda apenas para parecer mais qualificado.

A verdade sempre deve estar no centro do processo.

E se eu já tive o visto americano negado?

Uma negativa pela Seção 214(b) anteriormente não significa que você nunca poderá solicitar o visto novamente. No entando é necessário se atentar à negativa aplicada na ocasião para veificar se você pode, de fato, pedir um novo visto a qualquer momento.

Mas também não faz sentido simplesmente repetir o processo sem refletir sobre o que aconteceu.

Uma pergunta importante é:

O que mudou desde a última solicitação?

Em casos de negativa relacionada à Seção 214(b), por exemplo, uma nova solicitação pode ser realizada, mas será necessário fazer um novo pedido e pagar novamente a taxa.

Por isso, antes de reaplicar, é interessante analisar cuidadosamente a situação atual e fazer as mudanças e melhorias necessárias para que o processo fique bem feito e totalmente de acordo com sua realidade e perfil.

8 perguntas que ajudam a avaliar sua preparação

Antes de enviar sua solicitação, faça este pequeno checklist:

1. Sei exatamente qual é o objetivo da minha viagem?

2. Todas as informações do DS-160 são verdadeiras?

3. Minha situação profissional está informada corretamente?

4. Consigo explicar meu planejamento de viagem de forma simples?

5. Sei quem vai pagar pela viagem?

6. Tenho clareza sobre minha situação atual no Brasil?

7. Estou preparado para responder sem decorar um roteiro?

8. Entendo que ninguém pode garantir o resultado?

Se você respondeu “sim” para todas essas perguntas, já está encarando o processo de uma maneira muito mais consciente.

Afinal, é difícil tirar o visto americano?

Não existe uma resposta universal.

O visto americano não funciona como uma prova em que você alcança determinada pontuação e recebe automaticamente um “aprovado”.

A decisão depende da análise consular e das circunstâncias individuais de cada solicitante.

Por isso, o caminho mais seguro não é procurar:

❌ um documento milagroso;
❌ uma renda mínima secreta;
❌ uma resposta decorada;
❌ uma promessa de aprovação.

É buscar:

✅ a informação correta;
✅ o formulário preenchido com atenção;
✅ as informações verdadeiras;
✅ a preparação adequada;
✅ a compreensão do próprio perfil;
✅ orientação profissional, quando necessária.

❓ FAQ: dúvidas comuns sobre o visto americano

Quanto custa o visto americano de turismo?

A taxa de solicitação do visto de visitante (B2 ou B1/B2) é de US$ 185 dólares por solicitante. Além disso, podem existir outros custos relacionados ao processo, como deslocamento, hospedagem e transporte.

É mais fácil conseguir o visto americano se eu tiver imóvel?

Ter um imóvel pode fazer parte da análise consular por ser um vínculo do solicitante com o Brasil, mas não existe um documento isolado capaz de garantir a aprovação.

Preciso ter carteira assinada para conseguir o visto americano?

Não. A situação profissional é analisada dentro do contexto individual. Alguns exemplos de outras comprovações de trabalho são CNPJ próprio, contrato de trabalho ou alguma outra situação que comprove oficialmente sua atuação profissional.

Quem é autônomo pode tirar o visto americano?

Sim. Trabalhar por conta própria não impede, por si só, a solicitação do visto. O importante é declarar corretamente sua situação profissional. CLIQUE AQUI para saber mais.

Posso tirar o visto americano sem ter comprado passagem?

Sim. Não é necessário comprar a passagem antes da solicitação do visto de turismo.

Preciso falar inglês na entrevista do visto americano?

Não é necessário falar inglês para solicitar um visto de turismo. O mais importante é conseguir responder às perguntas de maneira clara e verdadeira. Normalmente a entrevista para esse tipo de visto é feita em português.

Ter parentes nos Estados Unidos atrapalha o visto?

Ter parentes nos Estados Unidos não significa automaticamente que o visto será recusado. O importante é declarar corretamente as informações e explicar a finalidade real da viagem. Se o parente estiver com status definido, já é um bom ponto. 

Quem já teve visto americano negado pode solicitar novamente?

Pode, dependendo das circunstâncias e da negativa aplicada anteriormente. Antes de fazer uma nova solicitação, é importante analisar a situação atual e entender se houve alguma mudança relevante desde o pedido anterior.

Uma assessoria pode garantir meu visto americano?

Não.

Nenhuma assessoria responsável pode garantir a aprovação.

A decisão pertence exclusivamente ao oficial consular.

Então para que serve uma assessoria de visto americano?

A assessoria pode auxiliar o solicitante nas etapas burocráticas, analisar o atual perfil, fazer o preenchimento correto das informações, organizar o processo e realizar a preparação para a entrevista.

Ela não interfere na decisão consular.

Seu objetivo é viajar para os Estados Unidos?

Se a sua dúvida é como tirar o visto americano, talvez o primeiro passo não seja procurar uma promessa de aprovação.

Procure informação, organização e orientação adequada ao seu caso.

A NOW Vistos oferece suporte durante as diferentes etapas do processo de solicitação do visto americano, desde a parte burocrática até a preparação para a entrevista.

A decisão continua sendo exclusivamente consular, mas você pode escolher fazer a sua parte com mais organização e preparo.

Conte com orientação especializada

Se você quer entender como funciona o processo e evitar erros desnecessários no preenchimento e na preparação, fale com a NOW Vistos e conheça as opções de planos de assessoria para o seu perfil.

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